segunda-feira, 19 de maio de 2008

CORAZÓN LIBRE

Há dias mesmo em que acordamos mais sensíveis. Quase como se quiséssemos pedir licença para a vida , abandonar as complicações, os desentendimentos; não nos importar tanto. Dias em que chorar está tão próximo. Não temos condições de argumentar ou lutar e o silêncio passa a ser uma necessidade. Reclamamos apenas um tempo, por menor que seja, para não carregarmos esse peso que às vezes é tão difícil suportar. Sem perguntas, sem pedidos, sem renúncias. Nesses momentos, nem mesmo a esperança resiste, porque nossa confiança, tão abalada, não tem forças para se erguer. Promessas não são atos; sonhos parecem planos sem fundamento. E nossas aspirações, nossos anseios parecem tão insustentáveis. Dias em que percebemos mais claramente nossa intensa solidão. Para esses dias:

CORAZÓN LIBRE

Te han sitiado corazón y esperan tu renuncia,
los únicos vencidos corazón, son los que no luchan.
No los dejes corazón que maten la alegría,
remienda con un sueño corazón, tus alas malheridas.

No te entregues corazón libre, no te entregues.
No te entregues corazón libre, no te entregues.

Y recuerda corazón, la infancia sin fronteras,
el tacto de la vida corazón, carne de primaveras.

Se equivocan corazón, con frágiles cadenas,
más viento que raíces corazón, destrózalas y vuela.

No te entregues corazón libre...

No los oigas corazón, que sus voces no te aturdan,
serás cómplice y esclavo corazón, si es que los escuchas.

No te entregues corazón libre...

Adelante corazón, sin miedo a la derrota,
durar, no es estar vivo corazón, vivir es otra cosa.

No te entregues corazón libre...

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